Opinião de um fornecedor
Confiança nas perspectivas do mercado gráfico latino americano
Por Marcel Kiessling – Presidente de Heidelberg Américas |
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Comparando com Latino América, América do Norte e o Canadá estão passando tempos difíceis, a economia não está bem e os negócios gráficos no mercado norte-americano estão brigando uma dura concorrência.
Em Latino América é algo diferente. O Brasil é o melhor mercado para Heidelberg porque teve um forte desenvolvimento nos últimos três anos. Ali nosso crescimento se duplicou. Parece que o Brasil é a maior economia em Latino América.
Em outras épocas quando aos Estados Unidos lhe ia mal, a Latino América também. Pela primeira vez não é assim e isto é muito positivo desde todo ponto de vista. No Brasil especialmente as expectativas são muito fortes.
México é vizinho dos Estados Unidos e até agora está exportando muito ao mercado norte-americano e politicamente parece estável. Por isso penso que à indústria gráfica mexicana lhe seguirá indo bem neste ano e provavelmente no próximo.
Ao Chile lhe está indo bem e à Argentina até agora parece que também. No entanto, há certa preocupação por sua taxa de inflação e pelas discussões políticas que se estão gerando. A diferença do Brasil, a Argentina depende muito de suas exportações agrícolas pelo qual, se decaem, geram preocupação. Nas visitas que fizemos a duas plantas gráficas (em Buenos Aires) pudemos ver que contam com equipes de alta tecnologia de Heidelberg, pelo que pensamos que lhes vai bem em seus negócios e que as perspectivas são boas.
Resumindo, América do Norte está mau, mas Latino América ainda lhe vai bem.
Confio que em Latino América se mantenha a estabilidade política para que os empresários gráficos se decidam a investir. Dessa maneira seus investimentos retornarão em bons ganhos. Em Heidelberg consideramos que Latino América tem países que trabalham com muita eficiência como os melhores do mundo, e devem tratar de produzir com os custos mais baixos possíveis, para o qual precisam a tecnologia adequada, pessoal capacitado e posicionar-se bem no mercado.
A situação do mercado para a Argentina apresenta iguais dificuldades que para a Alemanha, os Estados Unidos ou a China. Em Heidelberg estamos dispostos a apoiá-los para que sejam mais competitivos no mercado.
De acordo ao que estivemos conversando, para os impressores é muito importante contar com o apoio do serviço técnico dos provedores. Sentem como um problema se não são apoiados por técnicos. Nesse sentido talvez sejamos os únicos provedores na indústria que possam prestar um forte apoio em serviços, tanto em bons como em maus tempos. Prestar bom serviço em bons tempos não é suficiente, quando as coisas mudam também há que estar. Esse é nosso compromisso, ser como um matrimônio com nossos clientes.
Minha mensagem aos impressores latino americanos seria que invistam na melhor tecnologia que podem e então não tenham medo das exportações chinesas a Norte América. Confiem em suas forças, aprendam a linguagem dos negócios nos Estados Unidos e o Canadá, ajustem seus custos e tratem de ingressar num mercado muito interessante sem ter medo à China.