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Marco histórico da CONLATINGRAF e a UNI Gráficos América

 

  En el Portal CONLATINGRAF se exhiben videos con el desarrollo del acto. click aquÍ para verlos

 

“Vocês conseguiram pôr na prática o que na Europa, com muitos anos de legislação sob a responsabilidade social empresaria, não conseguiram: que empresários e representantes de trabalhadores de uma mesma indústria se sentem a conversar para encontrar consensos e definir compromissos em temas que interessam a ambas partes”. Palavras do presidente da UNI Graphics Global Union, Michel Müller, na abertura do ato para a assinatura do Compromisso para o Trabalho Decente entre a CONLATINGRAF e a  UNI Gráficos América.

No Auditório do Banco Nación Argentina, na quinta feira 27 de março, acompanhavam também a o presidente da CONLATINGRAF Juan Carlos Sacco, encabeçando o ato: Enrique Marano, Vice-presidente da UNI Gráficos América e o presidente da FATIDA, o deputado nacional Dr. Juan Silvestre Begnis, Adriana Rosenzvaig, chefa do setor UNI Gráficos, o diretor oficial da OIT na Argentina, Javier González Olaechea e Lucio Castillo, vice-presidente da UNI Gráficos Global e da FATIDA.

 

Na sala estava o presidente da ASIMPRES – membro da Confederação por Chile – Carlos Aguirre Vargas, vários empresários gráficos argentinos, e líderes sindicais do setor gráfico da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Canadá, Bélgica, Espanha, França e Suécia.

O presidente da CONLATINGRAF, Juan Carlos Sacco, enfatizou: “Sinto um grande orgulho porque a indústria gráfica à deixado um marco nas relações entre empresários e trabalhadores, derrubou barreiras ideológicas mostrando que podemos trabalhar juntos em temas de interesse comum”. Lembrou que o 5 de novembro em Buenos Aires assinaram a Declaração cujos postulados coincidiam, sem buscar-lo expressamente, com o documento que acabavam de assinar os presidentes de toda a América. Sintetizou todas  as ações que a CONLATINGRAF e a UNI Gráficos haviam seguido realizando e que levaram à assinatura do Documento de Guarujá e, a que nesse ato se estava subscrevendo. Concluiu comprometendo que a Confederação seguiria por esse rumo a pesar das distintas conduções que iria a suceder.

 

O dirigente Enrique Marano repassou o desenvolvimento das relações entre FAIGA e FATIDA, assinalando que o que as havia feito possível era a confiança na transparência das intenções dos que se sentavam a cada lado da mesa. Remarcou que ter compartido inquietudes o fez ganhar uma experiência com a qual agora podem lutar juntos, empresários e trabalhadores da indústria gráfica da América latina para que “a globalização não seja regida somente pelas regras do mercado”.

Sob o projeto de lei que está se tratando no Congresso argentino, o deputado nacional Carlos Silvestre Begnis explicou seus conteúdos, apontando que recolhe “os esforços dos empresários e os sindicatos da indústria gráfica para conseguir juntos o aperfeiçoamento das condições de trabalho, transformando relações que historicamente foram conflituosas e assim criar um referente para onde marchar”.

“Não há na América latina outros casos de implementação do diálogo social como os que estão concretizando hoje os empresários e dirigentes sindicais da indústria gráfica”, manifestou o diretor da OEA na Argentina. O licenciado González Olaechea elogiou o comportamento do setor gráfico que compreendeu a necessidade de adaptação no mundo do trabalho para avançar frente à questionamentos da globalização, mas que “atua tendo como referencia a inclusão social”.

A chefa do setor da UNI Gráficos, Adriana Rosenzvaig, expôs o diálogo que há consolidado no setor gráfico da américa latina referindo se a intervenção da atual presidente da ASIMPRES em um conflito que houve em uma multinacional que tem uma planta gráfica no Chile. A gestão do dirigente empresário Carlos Aguirre Vargas havia logrado que sejam respeitados os direitos dos trabalhadores  logrando um acordo sustentável. Afirmou que na indústria gráfica se há compreendido que “sem igualdade o crescimento econômico termina em crise, enquanto isso o desenvolvimento do diálogo social dia a dia é o melhor impulso para a competitividade”.

 

 

Mesmo que com demora, o Ministro de Trabalho da Argentina, Carlos Tomada, foi expressamente para transmitir as saudações da presidente da Nação, Cristina F. de Kirchner, quem no pôde assistir como tinha prometido devido à comoção socio-política que o país estava enfrentando. Na sua mensagem de saudação para a audiência, entre outros conceitos, o doutor Tomada expressou que o Documento de Compromisso para o Trabalho Decente que foi assinado, responde justamente à missão que tem fixado para o segundo período que ocupa a temática social. No primeiro a meta foi baixar a desocupação a menos de um dígito, enquanto  que no segundo o propósito é otimizar a qualidade do trabalho, criando condições de estabilidade e de aperfeiçoamento das competências de trabalho.

 

O documento, definido como transcendente pelos distintos oradores, tem sua origem na “Declaração de Buenos Aires” do 2005 e a “Declaração de Guarujá” de 2007, dos mesmos assinantes. Pelo mesmo, ratifica-se a necessidade de que os governos obriguem as empresas que se apresentem para leilões e concessões outorgadas pelo Estado que certifiquem sob declaração juramentada que todos os trabalhadores das mesmas e dos subcontratistas encontram se registrados e que não empregam trabalho infantil nem trabalhadores não registrados. Se estabelece também o projeto para implementar a “Política de Segurança e Saúde no Trabalho da Indústria Gráfica na América latina”.

Com ações concretas a CONLATINGRAF situa-se como pioneira na implementação do diálogo social para o setor que representa como entidade gremial empresaria supranacional: a indústria gráfica da América Latina.

 

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