O novo regionalismo de América Latina |
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Conceitos de Marcos Aurelio García, assessor em política internacional do presidente do Brasil em uma entrevista desde Brasília para o jornal Clarín de Buenos Aires
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- Nossa idéia e que Brasil não pode se desenvolver cercado de países pobres. A possibilidade de nosso desenvolvimento é o desenvolvimento da região. Claro, isso acontece por um elo muito forte do Mercosul e com a Argentina em particular.
- A derrota do plebiscito na Venezuela, primeiro, e uma mudança para a oposição, que tem sua primeira vitória em 9 anos desde que assumiu Chávez. Não sei cómo os opositores pensarão este resultado e também quem será que vai pensar. Mas teve um diferencial a favor da negativa que não coincide com a antiga oposição. Por outra parte, o governo terá que fazer seu próprio balanço. De qualquer maneira, para a região tem um fator positivo de relaxamento.
- Não é porque Chávez perdeu, mas porque o presidente a quem muitos acusavam de perigoso ditador, subjugou seu governo e seu projeto a uma consulta eleitoral, garantiu todas as expressões, manifestações, jornalismo, etc.; e perdeu. Já não poderá argumentar que não havia democracia na Venezuela. Outro efeito é que todos os políticos da região tiraram, sem dramatizar, suas próprias conclusões. O período que vem é calmo: estão as eleições no Paraguai e outros dos processos nacionais relevantes: Bolívia, onde deve aguardar se encerra ou não a constituinte o 14 de dezembro. E também Equador.
- Imagino que para os efeitos do ingresso da Venezuela no MERCOSUL o resultado do domingo (2 de dezembro) paradoxalmente vai ajudar. Acredito que internamente no Brasil e em todas partes terão consciência de que já não existe mais a desculpa do país antidemocrático. Cada um pode ou não gostar de Chávez, mas não existe mais esse argumento de que era um ditador.