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Opinião de um fornecedor

Um olhar para o futuro da produçao de papel

 
André Dorf, diretor da Unidade de Negócios Papel da Suzano

 

Hoje exportamos cerca de 40% de toda a produção de papel, mas para apenas três mercados target pois isso é uma política da Suzano. Elegemos como principais mercados fora do país a América Latina, por questões de competitividade, reconhecimento de marca, contato com os clientes e logística, os Estados Unidos e a Europa Ocidental. A América Latina representa perto de 40% de nossas exportações, a Europa cerca de 25%, os Estados Unidos 20%, e os 15% restantes vão para os países da Ásia e Oriente Médio, principalmente este último.

Estamos fazendo um trabalho importante para aumentar nossas vendas na América Latina e os Estados Unidos. Nossa área de Inteligência competitiva fez uma análise de risco e retorno, um estudo estatístico que mediu a volatilidade da economia e o retorno que podemos obter em cada uma dessas regiões. Concluímos que precisamos ter uma presença importante nos Estados Unidos e na Europa, que, juntos representam mais de 50% do consumo mundial de papel, além de apresentarem volatilidade econômica e riscos menores. Aos poucos, estamos reforçando a presença nesses dois mercados e reduzindo na Ásia, Oriente Médio e outros mercados que não são nosso foco principal.

Queiramos ou não, o mundo esta ficando cada vez mais globalizado no que se refere ao comercio exterior. Não dá para tapar o sol com a peneira e entrar em negação de que isso não vai acontecer ou de que não está acontecendo. Em uma visão um pouco mais abrangente, mais distanciada, enxergo facilmente que as empresas precisam de escala para poder crescer, para investir no desenvolvimento de produtos, em novas capacidades. Em minha opinião, quando a Suzano ganha mais escala, mais volume, ela fica mais forte para desenvolver produtos e tecnologias, para investir em outras maquinas. Cresce muito mais rápido a partir desse poder de fogo. Isso é benéfico para o mercado de modo geral. Por outro lado, as pequenas empresas de papel, inseridas em um mercado globalizado, dificilmente sobreviverão na competição com indústrias intensivas em capital. Nosso capital custa caro, é um setor intensivo em tecnologia. Precisamos ter escala, economia de custos fixos, para poder servir melhor o mercado. Se não crescermos, seremos engolidos por quem já é grande, ou uma corporação estrangeira virá aqui e comprará a Ripasa, a Suzano, a VCP e será grande do mesmo jeito, porque é assim a dinâmica atual.

 

Fonte: ABIGRAF
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