AIGU – Dialogo entre representantes sindicais de empresários e trabalhadores |
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O passado 22 de maio três membros da Coordenadora de Trabalhadores do MERCOSUL reuniram-se com Diretivos da Associação das Indústrias Gráficas do Uruguai.
Os Sres. Lucio Castillo de Argentina, Leonardo del Roy de Brasil e Marvin Largaespada da UNI Gráficos das Américas -com sede em Panamá - foram recebidos pelos seguintes diretivos da AIGU: Daniel Ciliurczuk (presidente), Cdor. Guzmán Barreiro (secretário), Gabriel Comelli, (delegado de AIGU no Conselho de Salários do Ministério de Trabalho), Andrés Artigas, (pro-tesoreiro), Adrián Altez (vocal), y Carlos Laviano, gerente da Associação e Secretário Geral da CONLATINGRAF.
O motivo da reunião foi à solicitude do Sindicato das Artes Gráficas (SAG) do Uruguai para que, através do encontro, fosse possível achar algum tipo de negociação entre o setor de trabalhadores e dos empresários dentro do setor gráfico, já que não tinham conseguido chegar a um acordo nas negociações realizadas no Conselho de Salários do Ministério de Trabalho, a mediados do 2006.
O pranteado pelos visitantes apontou ao interesse do SAG de propiciar uma negociação na qual se consegui-se chegar a um acordo salarial com melhoras não contempladas nas pautas ditadas pelo Poder Executivo e as quais o setor empresarial tinha se ajustado já.
Agregaram que sua intervenção ficava dentro do espírito da Declaração de Buenos Aires, a qual foi assinada por todos os países membros da CONLATINGRAF, entre os quais estava o Uruguai. Destacaram que o documento representava um fato histórico já que nele manifestava-se a necessidade de manter uma relação de dialogo permanente entre o capital e o trabalho.
Foi aclarada aos representantes sindicais que, até a data, não tinham recebido nenhuma proposta concreta de parte do Sindicato Gráfico e que a Associação sempre esteve disposta ao dialogo cordial com o setor trabalhador, mas que sempre o dever dos seus dirigentes foi a defesa das empresas gráficas cujo numero se aproxima a quase 800 firmas em todo o país, na sua maioria pequenas e medianas.
Foi informado, também, que na negociação realizada no Conselho de Salários, foi muito bem diferenciado o setor obra, do setor dos jornais e via publica, já que tratava-se de atividades bem diferenciadas e com interesses distintos e estrutura empresarial de maior magnitude nesses dois rubros.
Além do mais, foi aclarado que, como resultado das negociações realizadas muitos anos atrais, as empresas gráficas de obra realizam um aporte obrigatório mensal do 1.15% o qual se destina a um Fundo Social de Moradias, e que já tem dado soluções habitacionais a mais de 80 trabalhadores da nossa indústria até o momento.
Antes do final do encontro, os representantes sindicais agradeceram o recebimento e sugeriram que seja tratado através da Associação as inquietudes do setor trabalhador gráfico do Uruguai.
Sobre a sugestão foi aclarado, e reiterada a disposição da Associação de manter um dialogo sobre temas tais como a capacitação, a avaliação de tarefas, a melhora nas condições de trabalho, etc., mas, no que se refere à reivindicação salarial não é possível se ocupar desse tema, se não se tem em conta as condições adversas que o empresário afronta e que o limitam na sua gestão.