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CIFAG – Comitê integrado pela CONLATINGRAF, fornecedores e sindicalistas

 

 

Em 16 de abril de 2007 às 11 hrs. Realizou-se a 1º reunião do Comitê de Trabalho do CIFAG, no escritório da Multilabel do Brasil, na rua Laguna, 476 – São Paulo – SP, presentes os senhores Juan Carlos Sacco – presidente do CIFAG e da CONLATINGRAF; sr. Jose Carlos Barone, presidente da Afeigraf; Sr. Leonardo Le Roy; presidente da Uni Gráficos – Federação dos Trabalhadores da Indústria Gráfica e o sr. Jurandyr de Carvalho.

 

Os temas da reunião, elaborados pelo presidente foram:

A – Participar da preparação e programação dos cursos de capacitação em toda América Latina e os distintos tipos e especialidades e as formas de faze-lo.

B - Informar a todos os que pertencem a CONLATINGRAF/CIFAG de todas as Assembléias e Congressos com publicações e comentários dos responsáveis pelos fornecedores junto com o sócio ativo para comentar o desenvolvimento do planejado, resultados obtidos e as futuras propostas.

C – As empresas provedoras participam do Portal informativo com um link a sua pagina como também um showroom permanente em Mall Gráfico.

D – Filmagem direta da feira Expoprint.

 

Ao inicio da reunião o Sr. Sacco tomou a palavra:

Disse ao sr. Barone que eles tinham que fazer uma inversão na Conlatingraf/cifag...disse que no primeiro almoço com a diretoria da Afeigraf, que as empresas sempre estavam ao lado das associações como sponsors de feiras, congressos, etc.

Hoje ele disse, tenho um instituto – o CIFAG – que tem que fazer capacitação em nível de América Latina. Veja o exemplo da Xérox que esta trazendo 10 pessoas por sua conta no seminário de pré-impressão por uma semana no SENAI e vai preparar multiplicadores para os demais países. Se eu peço a você US$1000 anuais, é um valor muito pequeno para cobrir as despesas de viagens do diretor executivo através da América Latina. Estamos aguardando a definição da Afeigraf, porque a Xérox já pagou dez mil dólares.

 

Barone – A Afeigraf foi criada para fazer uma feira, para reduzir custos com a Fiepag e para realizar uma feira a cada 4 anos e não a cada 2 anos como impunha a Alacantara Machado. Daí os motivos da separação. Nós representamos os provedores e não os gráficos.

O interesse da Afeigraf é: vender mais maquinas; reduzir custos; facilitar as relações que facilitem o alcance do primeiro, ou seja vender mais maquinas.

A Abigraf tem seus objetivos e nós estamos tentando preencher alguma lacuna. Todo que significa aumentar desembolso não é nosso interesse. E nem objetivo.

Nós podemos facilitar atividades do CIFAG/CONLATINGRAF, mas não podemos pagar nada. Isto já é consenso entre a Diretoria.

Cada empresa pode, no entanto, ser sócia e dar dinheiro. Isto depende de cada Diretor.

 

Sacco­ – Eu não posso aceitar esta posição da AFeigraf. Ela deveria ter assinado um convenio conosco. E ter aberta possibilidade de acordos e cooperação, porque ao fabricante cabe a tarefa de capacitar o operador de suas maquinas.

 

Barone – Há 5 anos, os representantes de equipamentos importados vem perdendo dinheiro e lucratividade. A própria Abigraf vinha sempre pedir apoio financeiro para suas promoções. Como o volume de pedidos de patrocínio ia crescendo, resolvemos cancelar totalmente nossa participação. Se cada empresa quiser participar por sua conta é problema dela. Nada mais em caráter institucional. Nós queremos retorno em nosso patrocínio. Por ex: o premio Fernando Pini e o Giro, que são pagos pela Muller Martini,como investimento promocional particular de minha empresa, que não vai aplicar recursos em entidades como a CONLATINGRAF, porque é um investimento distribuído pela América Latina em vários paises sem objetividade. Se fosse em um país definido, poderíamos pensar.

 

Le Roy – Nunca os trabalhadores receberam de provedores qualquer tipo de ajuda para sua formação. De forma direta. No há um espírito de integração, nem mesmo em outros países.

Para nós existe uma necessidade muito grande de capacitação. Durante todos estes anos, muitos trabalhadores deixaram de se capacitar ou se reciclar por falta de recursos e de escolas, o SENAI não consegue atingir a todos. Os cursos são poucos e não bastam para todos. As grandes empresas recebem treinamento de seus provedores e as pequenas sofrem.

As transformações tecnológicas deixam de lado muitos trabalhadores que não tem onde se atualizar. Por isso, nós recebemos de muito bom grado a proposta que faz o sr. Sacco de aumentar a capacidade de oferta de cursos de capacitação. O SENAI hoje, só faz cursos para quem paga. A Federação tem convenio com o SENAI para cursos aos sábados, com poucas vagas, que correspondem a no mínimo a 20 % da procura. Isto só na cidade de São Paulo. No interior de São Paulo,não há nada.

As transformações tecnológicas deixam de lado muitos trabalhadores, falo isto para mostrar como não há meios de se capacitar. Daí o papel dos provedores. No interior não há mão de obra se uma gráfica quiser lá se instalar.

 

Sacco – Quem vai levar vantagens no futuro, será o provedor que quando vender suas maquinas encontrará mão de obra treinada pelo CIFAG com a colaboração do fornecedor.

Estamos pedindo só US$1000 mensais de cada provedor.

Temos um portal que está levando aos quatro cantos do mundo as noticias do setor. Já temos mais de 800 mil consultas. Tem mais dados que a revista ABIGRAF e outras da América Latina.

Estamos pedindo um colaboração de só 1000 dolares mensais de cada empresa. Nós oferecemos banner, site, portal, divulgação, cursos.

 

Barone – Quem esta pagando hoje mil dólares?

 

Sacco –Só Xérox. Nosso plano A, prevê a participação da Afeigraf. A Xérox tem visão. A HP hoje quer se associar também, porque viu o que a Xérox fez....quando eu regressar a Buenos Aires, vou falar com a HP que também que fazer um curso igual.

O dinheiro que peço é para pagar as viagens e honorários do Dir. executivo do CIFAG.

A Xérox está pagando os gastos de professores para esse curso.

Hoje existe 600 mil trabalhadores gráficos no setor gráfico de América Latina. 6% do PIB. Tudo isto está no Portal. Estamos fazendo uma compilação dos salários internacionais no setor em nível do continente. Depois vamos fazer um levantamento dos insumos e das maquinas e fornecer dados meios em dólares. Chegaremos a levantar dados de provedores, de insumos, de material de impressão, tudo estará no portal.

As licitações de compras de cada gráfica será feita através do Portal.

Toda essa informação estará no PORTAL.

O objetivo de prioridade é que as ordens de compra de cada planta gráfica sejam feitas através do Portal.

É bom que a Afeigraf faça uma revisão de sua parte política e que recomende uma maior participação na CONLATINGRAF.

Para mim, bastam 10 empresas que colaborem com 10 mil dólares mensais. Eu pedi ao BID 1 milhão de dólares, mas há um problema, porque cada país deveria firmar o compromisso. A fundação Gutenberg de Argentina assinou um convenio com a CONLATINGRAF e vai repassar os recursos que receber do BID. Acho que não entenderam nossa proposta, cujo alcance é capacitação.

 

Barone – Tivemos um ex não muito bem sucedido. Houve uma entidade que arrecadou recursos para outra finalidade e os aplicou em outra. Por isso, nós temos esta experiência e receio de que se repita. Há, portanto, na diretoria da Afeigraf resistências pelas experiências não bem sucedidas no passado.

 

Sacco – Eu gostaria, agora que se pode falar mais aberto, que você fale com o Dieter e com os outros. Não queremos dinheiro da AFEIGRAF, mas sim das empresas.

 

Barone – Nós temos reunião a cada 45 dias, já existe um aceitação nossa do CIFAG. Peço que você participe ou mande representante. Procurem vocês convencerem os nossos sócios indiretamente. O Jurandyr poderia comparecer a cada 3 reuniões. Nós podemos colaborar. O Sanchez como nosso representante pode também colaborar. Vamos convidar para a próxima reunião.

 

Sacco – A Agfa quer ser nossa associada e pagar, disse-me o Sanchéz.

 

Barone – Vocês deveriam apresentar os resultados que o CIFAG vem alcançando. Depois de um ano, com os resultados bons que se pretende alcançar, os sócios se convencerão de que set rata de proposta seria e bem intencionada e que as pessoas que estão por trás também tem bons propósitos.

Os sócios hoje não acreditam muito nas pessoas que estão no controle. Os exemplos do passado não recomendam uma postura diferente.

Você Sacco deve ter paciência, pois só depois de algum tempo, após o Cifag apresentar resultados, é que se poderá mudar a expectativa dos sócios.

Hoje todos estão desconfiados. O CIFAG deve provar que tem bons propósitos. Se o dinheiro for administrado por um Comitê, fica mais fácil acreditar.

A AFEIGRAF entendeu a proposta da mesma maneira que entendeu a associação congênere no passado. Que não repassou dinheiro.

 

Sacco – Ok. As empresas deverão arcar com aplicar recursos no CIFAG e a AFEIGRAF, através do Comitê, caberá a coordenação da aplicação dos recursos.

 

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